Oi meninas, como estão todas? :)

Acho que lembram do meu post de alguns dias atrás, sobre que meus esmaltes “hipoalergênicos” chegaram. Pois bem, eles não são tão hipoalergênicos quanto eu gostaria que fossem. Levando em consideração o que os sites das empresas dizem, resolvi ignorar o que o vidrinho dizia e simplesmente testar e logo os resultados apareceram. E então a surpresa veio, no dia seguinte: Ao contrário do que os fabricantes alegam, de 5 esmaltes que comprei, somente um deles é realmente hipoalergênico, ou seja: Sem DPB, Tolueno e Formaldehyde.

Entrei em contato com uma das empresas, no caso a OPI para entender o porque os sites alegavam não utilizar esses 3 componentes em suas formulas, mas continuavam a usar o Formaldehyde como sua resina base. Logo em seguida, recebi a resposta deles com um documento que achei muito válido e útil, por isso estou traduzo ele abaixo para todas as meninas que sofrem de alergia a esmaltes, como eu:

Nota: O texto abaixo foi traduzido da justificativa da OPI quanto a não utilização desses componentes em seus esmaltes:

Dibutil  Ftalato – Dibuthyl Phthalate (DBP)

Onde é usado:
Anteriormente era componente básico de quase todos os esmaltes, coberturas e bases, agora está quase totalmente eliminado pela indústria.

Porquê é usado:
O DBP é um plastificante usado para amaciar as resinas utilizadas nos esmaltes. Como as resinas são feitas de grandes moléculas chamadas de polímeros, essas pequenas moléculas de plastificante servem como lubrificantes para esses grupos de polímeros, fazendo com que o esmalte seja mais flexível.

Porquê foi eliminado:
Apesar do comitê científico da união européia ter publicado um documento dizendo que o uso de DPB é seguro, a mesma proibiu a utilização e comercialização do componente em esmaltes. Assim, todos os países que têm acordos comerciais e querem vender seus protudos na união européia foram obrigados a remover o componente de suas fórmulas.

Foi substituido por:
Por muitas substâncias, incluindo: triphenyl phosphate, trimethyl pentanyldiisobutyrate, acetyl tributyl citrate, ethyl tosylamide, sucrose benzoate, dentre outros.

Totuleno – Toluene

Onde é usado:
Também era componente básico de quase todos os esmaltes, coberturas e bases, agora está sendo retirado aos poucos pela indústria de esmaltes.

Porquê é usado:
O Tolueno é um solvente que permite que o esmalte tenha sua camada suave e que se espalhe mais fácil.

Porquê foi eliminado:
Apesar das intensas ações de ativistas contra o composto, o Tolueno ainda é legalizado na composição de esmaltes. Os Ministérios de saúde dos Estados Unidos, Canada e União Européia concordam com essas ações, proibindo a utilização do componente.

Existiam boatos, na época do acordo que a grande exposição ao Tolueno poderia causar câncer e risco na fertilidade feminina, porém uma pesquisa feita na California provou que mesmo quem é exposto a trabalhar a 8 horas por dia com o material, a quantidade de componente em esmaltes ainda é 1/200 menor do que necessário para causar uma dessas. Então, para o consumidor é ainda menor o risco.

Foi substituido por:
Não existe uma troca direta desse componente, a proporção manipulada de outros solventes e aditivos têm sido um modo de compensar a remoção do tolueno das formulas.

Formaldeído – Formaldehyde

Onde é usado:
Componente básico de esmaltes fortificantes.

Porquê é usado:
O formaldeído é um agente de reticulação que enrijece a proteína da unha.

Porquê foi eliminado:
O Formaldeído nunca foi utilizado em esmaltes comuns, coberturas ou bases, porém é legalmente utilizado em esmaltes fortificantes, com autorização dos Ministérios de Saude dos EUA, Canadá e União Européia.

Foi substituido por:
Ainda não existe nenhum outro componente que substitua o Formaldeído dos componentes de fortificantes. Infelizmente, ainda é o mais indicado para esses esmaltes.

Nota sobre o Tosylamine/Formaldehyde Resin

O Formaldeído é normalmente confundido com o Tosylamide/Formaldeído Resin, que é um produto químico completamente diferente.  Quando você vê na embalagem que existe essa resina, normalmente as pessoas assumem que é a mesma coisa que o Formaldeído. O que não é verdade, uma vez que é fabricado utilizando formaldeído como uma de suas matérias primas, por isso ganha esse nome. Porém o formaldeído é convertido na reação, transformando a resina em algo inérte e não volátil. Inclusive, ao longo de diversos testes, as pessoas que são alérgicas ao formaldeído podem utilizar a resina sem se preocupar, e as pessoas que são alérgicas a resina, tendem a NÃO serem alérgicas ao formaldeído. O que não poderia acontecer se fossem o mesmo material.

Depois de ler tudo isso, fui acreditar principalmente nas notas quanto a Resina de Formaldeído. Conclusão? Minha alergia voltou com uma força que eu não via a meses. Então, importante meninas: Se querem arriscar, como eu fiz, já tenham em mãos seu antialérgico favorito, sua pomadinha para alergias e muita paciência.